PATRÍCIA MOURA

“Era uma vez uma alagoana teimosa que resolveu remar contra a maré. Numa época triste, em que a moda foi globalizada (ou padronizada?) e quase tudo o que se via nas vitrines eram cópias, Patrícia Moura resolveu inventar moda.

Como todo artista expunha a alma em suas criações. Suas biojoias eram cheias de personalidade, impossíveis de passarem despercebidas.  Assim como ela.

Enquanto a maioria apostava em produções em série, ela tecia suas peças a mão. Mas não apenas em suas mãos: ela dividia seu saber com várias mulheres, muitas de terras longínquas, que viravam parceiras de suas invencionices, ganhavam profissão (e ganha-pão!).

Ela tinha um poder: de tirar beleza de coisas simples e inusitadas. Sementes, madeira, materiais descartados, chamados nessa terra por muitos de resíduos, para ela era matéria prima para a criação de joias raras.

Globalizada e com identidade própria, sustentável e luxuosa, feita a “mãos”…  Assim, ainda que de maneira despretensiosa, Patrícia Moura inventava a moda do futuro. Que hoje está aqui, bem presente, para todas as mulheres que desejam autenticidade e estilo. Como eu.”

por Danielle Ferraz
Jornalista especializada em moda sustentável e consultora de moda